Reflexão do 1º Domingo do Advento Reflexão do 1º Domingo do Advento
27 de Novembro de 2011 – Ano B   É com grande alegria que iniciamos este “Tempo de Espera” que a Santa Igreja nos... Reflexão do 1º Domingo do Advento

27 de Novembro de 2011 – Ano B

 

É com grande alegria que iniciamos este “Tempo de Espera” que a Santa Igreja nos concede como graça,             tempo propício de conversão, a expectativa da chegada do Menino-Deus. O Advento, mas do que um tempo novo, é o inicio de um novo ano litúrgico, tempo de despertar para o NOVO que Deus tem para nós.

A liturgia deste 1º Domingo do Advento nos convida a vigilância.  No Natal do Senhor fazemos memória do Mistério da Encarnação, mas a vigilância que o Evangelho nos alerta é justamente a preparação para a 2ª vinda do Senhor, que a Igreja chama de Parusia “Vigiai, portanto, pois não sabeis quando o Senhor da casa irá voltar” (Mc 13,35).

O cristão vive um Advento perene. É movido sempre por esta expectativa do Senhor que Vem. Conseqüentemente é acometido por um espírito de vigilância e oração, sendo que a qualquer momento Ele pode pisar o nosso chão novamente.

O profeta Isaias na 1ª leitura nos garante que o Senhor é nosso Pai e Redentor (cf. Is 63, 16c), é o Deus que nos cria com amor filial e nos livra das trevas do pecado, renovando nossa historia e nos reconciliando Consigo. Na presença da Misericórdia de Deus o que nos resta senão clamar como o profeta: “Não te irrites, Senhor excessivamente, não conserves para sempre a lembrança do pecado” (Is 64,8).

Já o Apóstolo na 2ª Leitura nos convida a louvar a Deus pela graça que Dele recebemos por meio de Jesus Cristo, “dou incessantemente graças a Deus a vosso respeito, em vista da graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo” (I Cor 1, 4), pois o Senhor nos cumula de toda sorte de benção.

O Apóstolo nos garante que Deus nos fortalecerá até o fim dos tempos. Seremos sustentados por sua graça, e animados pela esperança (cf. Rm 5,5), que nos faz acreditar no Grande “Dia” do Senhor. Este grande “Dia” que foi anunciado pelos profetas e será plenificado na segunda vinda de Jesus. Por conseguinte, neste grande “Dia” o Senhor nos visitará, e nós cantaremos os seus louvores, “vendo as vossas boas obras glorifiquem a Deus, no dia de Sua Visita” (IPd 2, 12b).

No Evangelho percebemos que Jesus é questionado sobre o momento de Sua vinda gloriosa, e Ele é direto e incisivo em responder, mas também se respalda no verbo imperativo “vigiai”, que tem um tom de exigência e convite a conversão.

O Evangelista nos convida a sairmos de nossa passividade que muitas vezes assumimos em decorrência da vinda do Senhor, submetidos por uma mente anestesiada, que sufoca nossa esperança e trai nossa fé. A vigilância está inerente a conversão que este Tempo especialmente nos convida, “pois não sabemos o momento” (Mc 13,33), por isso, que devemos estar reconciliados com Cristo, que virá julgar os vivos e os mortos.

Sendo assim, é indispensável que estejamos sempre na “zona” de alerta, pois o Filho do Homem voltará a Sua hora, e esta hora é de conhecimento restrito do Pai. “Quanto à data e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, somente o Pai” (Mc 13, 32).

A pessoa de Noé revela bem a figura do homem prudente e vigilante, não permitamos que nossa falta de fé, conversão e vigilância nos leve ao dilúvio dos que perecerão neste mundo temporal. “Ó Deus faze- nos voltar! Faze Tua face brilhar e seremos salvos” (Sl 79 (80), 4).

 

Um Santo Advento a todos. Deus abençoe!

Ir. Raphael Estevão da Santa Cruz, PJC.

 

No comments so far.

Be first to leave comment below.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *