Fraternidade O Caminho

“Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos Profetas”. Assim a Igreja crer no Espírito Santo e ensina-nos a crer!
Ao nos prepararmos para a grande Solenidade de Pentecostes, devemos ter a consciência do que de fato queremos que o Divino Esposo de Maria e da Igreja realize em nós. Ao agir em Maria, O Espirito cumpriu o grande plano de Salvação do Pai em Jesus Cristo, O Justo (cf. 1Pd 3,18), e ao animar a Igreja, realizou o pleno cumprimento da Salvação da humanidade que nos foi dada pela Morte e Ressurreição do Galileu. Assim, com a força do Defensor, O Gó êl, a Igreja até os dias atuais realiza a missão ordenada pelo “pobre” Nazareno: “Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1,8).
A identificação do Espírito com a comunidade é tal que mentir à comunidade é o mesmo que mentir ao Espírito Santo (At 5,3.9). Como está a verdade de nossa conversão?  Temos uma vida nova para ofertar a comunidade e deixar-se incendiar abrasadamente em oração pela mesma? Vida só se salva com vida e amor, somente com amor se plenifica e salva!
O Espírito é conferido pelo Batismo (At 2,38), pela imposição das mãos (At 8,18; 9,17;19,6), pela oração (At 8,15). Quando a oração é feita em comunidade, ela até provoca um novo Pentecostes (At 4,31). Voltemos os olhos e nossas ações para a força do Espírito que nos fundou, temos tudo isso que a Igreja primitiva vivia. Se você está se sentido fora disso, cuidado! Volte logo irmão(a).
O Espírito também se manifesta sem intermediário, sem aviso prévio, e desce, de repente, provocando surpresa e revisão do rumo da comunidade, como aconteceu na conversão de Cornélio (At 10,44-48; 11,16; 15,8-9). O Espírito Santo faz tudo, desde a redação do documento final do Concílio (At 15,28) até a definição do roteiro de viagem dos missionários (At 16, 6-7): faz com que Estevão tenha coragem de ir até o martírio (At 7,55); manda Pedro ir para a casa de Cornélio (At 10,19;11,12); conversa com Filipe e o leva de um lugar para outro (At 8,29.39); fala na comunidade apontando novo rumo de  ação (At 13,2); pelo Espírito, os discípulos têm o pressentimento do que vai acontecer no futuro (At 20,22-23; 21,4). Nossa Ir. Serva também (rsrsrs). E esse mesmo Espírito, viria alguns séculos depois para nos guiar, juntamente com nosso fundador, às moradas eternas. E apesar de tão manifesta verdade, houveram aqueles que, resistindo à ação do Espírito, se recusaram a aceitar a evidência de Deus que se manifestava nos fatos (At 7,51). Acreditemos, irmãos/ãs, é o próprio Deus que nos convida a não resistirmos a vida de santidade que pode salvar a nossa geração. “Nossa razão esclarece, teu amor no peito ascende, do nosso corpo a fraqueza com tua força defende” (Hino, Veni Creator).
Ele que falou pelos Profetas!
Permitamos amada comunidade que se cumpram, também em nós, o que já se cumpriu nos Antigos Profetas e nos Apóstolos do Senhor, assim como na vida de tantos santos que foram um porto seguro para sua época e a conduziram ao encontro com a única razão plausível que até hoje fez e faz sentido gastar a vida, e até morrer por Ele. É Jesus, que foi anunciado pelos profetas e pregado pelos apóstolos, testemunhado pelos mártires, que conduzidos pelo Espírito deram razão de sua esperança (cf.1Pd3,15).
Permitamos que o Espírito nos comunique a vida: Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida. Para gastarmos no Reino do Senhor e vivermos profusamente (que se espalha em abundância) em contínua efusão, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (cf. Rm 5,5).

Frei Servo do Amor Chagado, pjc.

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