A Fraternidade “O Caminho”, desde o início, se tornou um reduto de jovens que depois de participarem do Resgata-me (retiros para jovens em situação de risco, como drogas, prostituição, delinquência) buscam refugio em nossa comunidade. Tais retiros visam provocar nestes jovens um encontro com Cristo e seu amor restaurador. Muitos dos participantes que são dependentes químicos, a partir de encontro, com o desejo de mudar de vida buscam a internação em uma de nossas Casas de Acolhida. Outros que não chegaram à dependência ou são usuários casuais de droga e álcool começam um acompanhamento para poderem se manter “limpos”, ou seja, sem a substância. Há também aqueles outros jovens que não chegaram fazer uso de nenhuma substância, e que ao participar do encontro percebem o mal que elas podem trazer à sua juventude.

O fato é que todos esses jovens ao participarem do Resgata-me, depois de terem essa experiência forte com Deus, passam a ser evangelizadores de outros jovens que estão na mesma situação em que eles estavam. O encontro é feito por eles. São jovens evangelizando jovens. São eles que pregam, que cantam, dão testemunho, fazem as peças teatrais, preparam as diversas surpresas, ajudam na cozinha, limpam, etc.

O Resgata-me é uma bela experiência de evangelização da juventude, que mostra na prática tudo o que foi dito até aqui. São jovens que estão inseridos nessa época conturbada, marcados, muitas vezes de forma negativa por essas inúmeras transformações sociais, mas que se encontram com Jesus, fundamento e critério de todo agir cristão, e a partir desse encontro, tornam-se evangelizadores.

Em cada cidade onde a Fraternidade tem uma casa, acontecem quatro encontros no ano, o que proporciona ao jovem a experiência de serem evangelizadores. São os próprios jovens que convidam outros jovens a participar do encontro. Há casos em que os jovens vão para outra cidade e até outro estado para ajudar na realização do Resgata-me.

Vale destacar inúmeros casos de jovens que utilizam-se de suas capacidades naturais (falar, atuar, tocar), antes utilizadas para o mal, e que agora as utilizam para a evangelização e a promoção do  bem. Porque não dizer, que também nesses casos: “O que é estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes; e o que é vil e desprezível no mundo, Deus o escolheu, como também aquelas coisas que nada são, para destruir as que são.” (1Cor 1, 27-28).