São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, cujo nome significa “o que é um com Deus”, é considerado o chefe dos exércitos celestiais e o padroeiro da Igreja Católica Universal. É o anjo do arrependimento e da justiça.

Seu nome é citado três vezes na Bíblia Sagrada:
– Primeiro no capítulo 12 do livro de Daniel, onde lemos: “Ao final dos tempos aparecerá Miguel, o grande Príncipe que defende os filhos do povo de Deus. E então os mortos ressuscitarão. Os que fizeram o bem, para a Vida Eterna, e os que fizeram o mal, para o horror eterno”.

No capítulo 12 do Livro do Apocalipse encontramos o seguinte: “Houve uma grande batalha no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra Satanás e suas legiões, que foram derrotadas, e não houve lugar para eles no céu. Foi precipitada a antiga serpente, o diabo, o sedutor do mundo. Ai da terra e do mar, porque o demônio desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo”.

Na carta de São Judas, lê-se: “O Arcanjo Miguel, quando enfrentou o diabo, disse: “Que o Senhor o condene”. Por isso São Miguel é mostrado atacando o dragão infernal.

A Igreja Católica tem uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.

Quis ut Deus? – Nilliquis ut Deus!

Assim como o Arcanjo Miguel, que bradou no Céu, Quem como Deus, nós também aqui na terra bradamos contra as insídias e tentações do maligno.

 

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São Paulo

“Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16) – O Ardor do anúncio do Evangelho de São Paulo nos serve como exemplo a ser seguido. Cada vez mais queremos fiéis a Igreja, anunciar com zelo e ardor o Evangelho onde for necessário.

Um pouco sobre o apóstolo

Nasceu em Tarso, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão.

Quando perseguia cristãos, a caminho de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado, transformando-o. Desde então, sua vida foi viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição.

A conversão é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra-nos o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no “Apóstolo Paulo” por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos.

Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de “o menor entre os Apóstolos” e, ainda, de “indigno de ser chamado Apóstolo”. Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos.

A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs.

Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos ao nosso Patrono, que se alto denomina “servo de Cristo”, a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo.

Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi Paulo quem o fez de maneira insuperável.

O Apóstolo sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67. Festas litúrgicas – Duas solenidades comemoram São Paulo. A primeira, a 25 de janeiro (data em que foi fundada a Cidade de São Paulo no ano de 1554, daí a origem do nome da capital paulista) , foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio – a 29 de junho – juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas.

A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação.

Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília. Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais freqüentemente e com maior solenidade no ano litúrgico.

Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue.

Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos.

Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, “uma enorme multidão” de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma.

Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi “fundada em tal sangue”. A palavra e o sangue são a semente com que os Apóstolos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja.

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São Francisco

Viveu de 1181 a 1226. Um dos mais amados e populares santos do mundo. Chamado de “O Pobre Homem” “Il poverello” . Nascido em Assisi, na Itália e filho de Pedro Bernadone, um rico comerciante de sedas , Francisco passou sua juventude a procura de prazeres e era uma figura popular entre os jovens de Assis.

Em 1202 ele foi convocado e foi para a guerra e foi tomado prisioneiro Em 1205 ele teve visões e fez uma peregrinação a Roma no ano seguinte. Quando voltou a Assis ele foi denunciado pelo pai como um lunático e o pai o deserdou. Francisco foi para igreja de São Damiano que estava quase em ruínas e a reparou com a ajuda de amigos e seguidores. Em Pontiuncula, uma pequena Capela, ele dedicou-se ao cuidar dos pobres.

Em 16 de abril de 1209 ele fundou a Ordem dos Franciscanos. Em 1210 ele recebeu a aprovação do papa Inocencio III, numa dramática audiência papal. Santa Clara também de Assis passou a segui-lo em 1212 e fundou a ordem das Clarissas. Francisco tentou ir para a Síria e Marrocos de 1212 a 1214 mas não conseguiu . Ele obteve a Pontiuncula Indulgencia do papa Inocencio III e começou a regulamentar a sua Ordem e as exigência para ser membro dela. Uma das exigência era a pobreza total e a obediência total.

Em 1212 Santa Clara e ele e fundaram a ordem das Clarissas Pobres. São Francisco e 5000 franciscanos foram ao encontro papal de 1212 e Francisco foi para o Egito e passou a pregar para os muçulmanos. Ele encontrou-se como o Sultão Malik al-Kamil em Damietta, Egito. O Sultão reconhecendo Francisco como um homem santo não permitiu que ninguém o prendesse, mas ele não fez nenhuma conversão no Egito. Francisco retornou a Itália porque membros da ordem estavam mudando suas regras original para abranda-las. Ele procurou a ajuda do Papa para proteger as suas regras e este enviou Francisco por toda a Europa e Oriente Médio.

Em 1223 Francisco se aposentou como superior da ordem .Ele construiu um pequena Creche no natal naquele ano e foi o fundador do costume de se fazer presépios para adornar as igrejas no natal.

Em 14 de setembro de 1224 enquanto orava na ermida de Monte Alvernia ele recebeu os estigmas (estigmatas). Ele morreu dois anos mais tarde em 3 de outubro de Assis e foi canonizado em 1228. Nunca se ordenou porque não se considerava digno do sacerdócio.

São Francisco de Assis teve um grande impacto na vida religiosa da igreja. Sua vida foi caracterizada por uma adoração a Jesus de uma maneira alegre, jovial e reverenciava a natureza e a sua preocupação com os doente e pobres era enorme.

A exemplo de São Francisco de Assis que seguiu tão fielmente o Divino Mestre queremos também ser fiéis seguidores do Senhor, na mais santa pobreza e amando os irmãos.

Sua festa é celebrada em 4 de outubro.

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Santa Clara

Em 1212, a jovem Clara de Assis seguiu o atraente exemplo de Francisco e viveu, dentro da clausura e na contemplação, o ideal de pobreza evangélica. Surgiu, assim, a Ordem das Clarissas, ou a Segunda Ordem Franciscana.

Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.

Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.

Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.

Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.

Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.

Nossa Mãe Santa Clara, tão fiel esposa de Jesus que entregou toda a sua vida a Ele. A seu exemplo também nós queremos ser almas fiéis ao Senhor, nunca nos esquecendo que nós somos os ramos e Ele á Videira. (Jo 15,5).