Transformações no mundo justificam novas diretrizes para formar padres Transformações no mundo justificam novas diretrizes para formar padres
Dom Jaime Spengler Transformações no mundo justificam novas diretrizes para formar padres

Os tempos mudam e as exigências se transformam. Essa é a principal justificativa que motivou a atualização das Diretrizes para a Formação de Presbíteros durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), entre os dias 11 e 20 de abril.

Dom Jaime Spengler [foto], arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão preparatória do texto apreciado pelos bispos durante a assembleia, afirmou que as mudanças no mundo exigem respostas condizentes às novas situações: “Nós vivemos num mundo hoje com transformações tão rápidas que temos até dificuldades de seguir as inovações e transformações. Daí a necessidade de também rever as orientações para a formação de nossos padres”.

O texto aprovado pelos bispos ainda não será publicado. Antes, será enviado à Santa Sé para a chancela ou a indicação de ajustes.

Transformações e contextos de mudanças

As transformações sociais e culturais, por exemplo, “marcam a vida dos candidatos que vem chegando às nossas casas de formação, mas marcam também a nossa vida de padres mais avançados na caminhada. Por isso precisamos de alguma forma buscar orientações que respondam ao novo contexto”, salienta dom Jaime.

O texto aprovado pelo episcopado brasileiro também buscou contemplar a realidade do Brasil, marcado por grandes distâncias e enormes diferenças. “Elaborar um documento que de alguma forma contemple toda essa complexidade que é o nosso Brasil nem sempre é tarefa fácil”, destacou o arcebispo ao lembrar dos centros urbanos, das realidades litorânea e rural, dos indígenas, sertanejos, da população do cerrado, dos negros e dos pampas. “São situações muito diversas e que nos desafiam, por assim dizer, a construir um texto. E esse foi o desafio, que de alguma forma contemplasse toda essa complexidade”.

Processo até chegar às dioceses

A decisão de que as diretrizes para a formação de presbíteros seriam o tema central da 56ª AG foi feita pelo Conselho Permanente da CNBB, em 2017. Na ocasião, foram dadas indicações para que o trabalho fosse adaptado ao documento publicado pela Congregação para o Clero em 2016, a Ratio Fundamentalis “O dom da vocação presbiteral” – que orienta a formação dos presbíteros em todo o mundo – além de levar em consideração o magistério recente da Igreja, sobre tudo o magistério do papa Francisco.

Em 2010, a CNBB havia aprovado as diretrizes utilizadas desde então. Tais orientações foram atualizadas por um grupo formado por bispos e peritos, que construiu o texto e recebeu as contribuições do episcopado. Após esse processo, o documento foi levado à Assembleia Geral.

Após a aprovação da Santa Sé, o texto será publicado pela Edições CNBB e oferecido às dioceses de todo o Brasil. A tarefa então será a elaboração por parte de cada Igreja Particular de um projeto pedagógico/formativo para a realidade local. “Fazemos votos que esse texto, após a confirmação da Santa Sé, possa ser de auxílio para melhor formar os nossos padres e também auxiliar aqueles que já estão, por assim dizer, exercendo o ministério”.

No âmbito da formação permanente, as dioceses serão convidadas a elaborar um planejamento para a formação continuada de seus presbíteros na realidade local onde se encontram.

Por CNBB

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