SOLENIDADE DE CRISTO REI SOLENIDADE DE CRISTO REI
Amados e amadas no Senhor, chegamos ao fim do ano litúrgico. O Ano Litúrgico começa no primeiro Domingo do Advento e termina com a... SOLENIDADE DE CRISTO REI

Amados e amadas no Senhor, chegamos ao fim do ano litúrgico. O Ano Litúrgico começa no primeiro Domingo do Advento e termina com a Solenidade de Cristo Rei. O Ano Litúrgico está dividido em Tempos Litúrgicos: pascoa, natal, comum e santoral. Segue uma ordem lógica: encarnação, nascimento, vida, paixão, morte, ressurreição e glorificação de Jesus. Celebra também a alguns fatos da vida da Virgem Santíssima, São José, os Apóstolos, os Santos, etc.

Neste domingo, Solenidade de Cristo Rei do Universo, somos chamados a reconhecer e proclamar o Reinado de Cristo sobre todos o Universo.

A Solenidade de Cristo Rei do Universo é relativamente recente. Foi Pio XI, na primeira encíclica de seu pontificado (Quas Primas), quem a estabeleceu, em 1925. Nela, o Santo Padre almejava recordar o senhorio de Jesus sobre todos os reinados, governos e instituições. Via isso como tarefa urgente, dada a crescente rejeição dos ensinamentos da Igreja por parte dos homens, retirando Jesus Cristo e sua lei sacrossanta tanto da vida particular quanto da vida pública.

É Rei, porque reina sobre as inteligências humanas, escreveu Pio XI. Ao meditar sobre isso lembrei de tantos jovens nossos, assim como frades e irmãs, que estudam nas mais diferentes áreas do saber humano e nem por isso se deixaram levar por um discurso relativista que pretende ridicularizar a fé, ou quando não, considera-la desprovida de inteligência como pensava Nietzsche (filosofo existencialista) ao aconselhar sua irmã Elisabeth: “se queres alcançar a paz da alma e a felicidade, contenta-te com a fé; mas, se queres ser uma discípula da verdade, então investiga”. Ora, que equívoco esse o do nosso jovem Nietzsche, com certeza não se deu ao trabalho de ler o Livro Sagrado que recomenda investigar a razão pela qual cremos: “Estejam sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pd 3.15). O próprio Deus pediu que Israel O amasse inteligentemente: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento (Dt 6,5).

Nessa Solenidade de Cristo Rei, rezemos para que tenhamos sempre uma fé que orienta a razão para o Sumo Bem.

É Rei, porque reina sobre as vontades humanas, continua a escrever o Santo Padre. Contemplo esse reinado na pessoa de cada consagrado que renunciando suas próprias vontades, permitiu que a de Deus reinasse absoluta. Vontade de Deus que se sobrepõe a nossa. Loucura para um mundo onde a vontade humana ganhou status de “divina”. Quem atua assim, tendo como único critério a sua própria vontade, vê a vida torna-se vã, isola-se, amarga-se, as suas obras tornam-se estéreis e como a árvore longe da água, logo seca. Cabe aqui, o conselho dado por Santo Agostinho: “Não te afastes d’Aquele que te fez, nem mesmo para te encontrares a ti”. Quando o homem pensa que, afastando-se da vontade de Deus, encontra-se a si mesmo, a sua existência fracassa.

Nessa Solenidade de Cristo Rei, rezemos para que aqueles que fizeram da sua vontade e a do Senhor uma única vontade, jamais sedam a tentação de dividi-las.

Por fim, é Rei porque reina sobre os corações. Reina, “por causa daquela inefável caridade que excede a toda humana compreensão e porque sua doçura e sua bondade atraem os corações: pois nunca houve, no gênero humano, e nunca haverá quem tanto amor tenha ateado como Cristo Jesus” (Quas Primas, 4). Quando paramos para pensar que durante 24 horas nosso coração bate aproximadamente cem mil e bombeia sete mil litros de sangue, podemos compreender o quão intenso e absoluto deve ser o reinado do Senhor sobre nossos afetos, sentimentos e relacionamentos.

Escuta o Senhor uma vez mais a te falar: “Filho meu, dá-me o teu coração” (Pv 23,26). Dá-me o teu coração, assim mesmo, como ele está: feliz ou triste, preenchido ou solitário, sano ou ferido, decidido ou vacilante…. Te prometo cuidar dele como ninguém jamais cuidou. Meu coração é manso e humilde e nele encontrareis descanso para as vossa lutas e jornadas.

Nessa Solenidade de Cristo Rei, rezemos pelos nossos casais para que o seu indissolúvel e exclusivo amor matrimonial supere todos os amores novos e proibidos; por aqueles que tiveram seus corações feridos para que os assemelhem ao de Cristo, que ferido do alto da Cruz, amou mais ainda, para que não se esqueçam que as feridas do coração se curam amando e não se isolando e se culpando; pelos nossos jovens que namoram para que seu amor seja paciente, bondoso, não se irrite,  não guarde rancor, não se alegre com a injustiça (cf. 1Coríntios 13,4ss); pelos nossos consagrados para que o Senhor seja sempre o único a reinar soberanamente em seus corações; pelos nossos filhos para que a sobriedade seja a maneira pela qual Cristo vence, reina e impera em suas vidas.

Amados irmãos e irmãs, que se encontram em missão ad gentes, queremos nessa Solenidade rezar também por vocês, sobretudo por aqueles que se encontram em realidades sociais e culturais onde não mais se crê. Não se esqueçam de que “Seu império não abrange tão só as nações católicas ou os cristãos batizados… estende-se igualmente e sem exceções aos homens todos, mesmo alheios à fé cristã, de modo que o império de Cristo Jesus abarca, em todo rigor da verdade, o gênero humano inteiro” (Encícl. Annum Sacrum, 25 de maio de 1899). Não se esqueçam: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus feixes” (Sl 125,6). Solidão, saudade, distancia, etc. tudo isso irá gerar novos irmãos, novas comunidades, nova vida. Por isso, ânimo! Continuem preparando a terra, lançando a semente, outros virão para se juntar a vós.

Do modo como celebraremos a Solenidade de Cristo Rei.

Além de participarmos com toda disposição e renovado fervor interior da Santa Missa em honra a Cristo Rei, somos convidados enquanto membros da Fraternidade a nos reunirmos na véspera da festa (dia 19) para rezarmos o Terço do Senhorio de Jesus. Se por um acaso houver algum impedimento na data prevista (Resgata-me, encontros, retiros, etc.) peço que encontrem uma data mais apropriada para rezarem. O importante é que a comunidade possa estar unida em oração para proclamar que Jesus é o Rei de todo o Universo. Paternalmente, peço, que por favor, desejem estar em comunidade para esse momento.

Intenção do Terço:

A graça da total submissão a vontade do Senhor manifestada através daquilo que nos pede e orienta o Santo Evangelho e o nosso Carisma, assim como a virtude da humildade para realizá-la com prazer e alegria.

Do modo de rezar o terço:

Início: Creio, Pai Nosso e Ave Maria

Contas Maiores:

            “Jesus Cristo é o Senhor” (todos juntos respondem) “para glória de Deus Pai”.

Contas menores:

“Jesus” (todos juntos respondem) “é o Senhor”.

Rezaremos mil vezes à jaculatória – Jesus é o Senhor. O que equivale a rezar 20 terços.

No final digamos com voz forte: Cristo vence! (todos) Vence! Cristo Reina! (Todos) Reina! Cristo Impera! (todos) Impera! Repetir três. Em seguida digamos; Viva Cristo! (todos) Rei! Também três vezes.

*Coloquemos em um lugar de destaque na Capela o quadro de Jesus Rei do Universo (Ícone em anexo) com duas velas ou lamparinas (brancas). Na parte de baixo colocaremos uma almofada vermelha com a coroa e o cetro. Deverão permanecer aí durante toda a semana. Também os nossos leigos e membros da Juventude Caminho são convidados a fazerem o mesmo em suas casas.

 Após a recitação do Terço todos farão o Ato de Consagração a Jesus Cristo Rei (em anexo), previsto no manual de Indulgências da Igreja. É concedida indulgência parcial ao fiel cristão que rezar piedosamente este Ato de Consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei e indulgência plena se este ato for rezado publicamente na Solenidade.

Coração Santo, Tu reinarás. Tu nosso encanto sempre serás!

Vosso fundador,

Pe. Gilson Sobreiro, pjc

São Paulo, 12 de novembro de 2016, do nosso jubileu de 15 anos

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