Solenidade de Cristo Rei do Universo Solenidade de Cristo Rei do Universo
Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo A Festa de Cristo Rei como celebração litúrgica foi instituída pelo Papa Pio XI, com... Solenidade de Cristo Rei do Universo

Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo

A Festa de Cristo Rei como celebração litúrgica foi instituída pelo Papa Pio XI, com a Encíclica Quas primas, em 11 de novembro de 1925. Pio XI fixou o último domingo de outubro como data da festa de Cristo Rei, tendo em vista a festa subsequente de Todos os Santos, a fim de que se proclamasse abertamente a glória daquele que triunfa em todos os santos eleitos. A reforma litúrgica do Vaticano II transferiu a data do último domingo de outubro para o último domingo do Tempo Comum. Desse modo, concedeu à celebração um significado diferente, destacando a dimensão escatológica do Reino na sua consumação final. Deu-lhe, também, status, de Solenidade. Com essa mudança, Cristo aparece como centro e Senhor da história, Alfa e Ômega, Princípio e Fim – o Kyrios.
Com a Solenidade de Cristo, Senhor e Rei do Universo, concluímos também, o Ano litúrgico.
Nesse dia a Igreja no Brasil comemora o Dia dos Leigos, homens e mulheres que nas diferentes áreas e atividades que tecem a vida humana, testemunham sua fé no Cristo Jesus. Aos leigos compete por vocação própria, buscar o Reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através de sua própria função; e, guiados pelo espírito evangélico e desta forma, manifestarem Cristo aos outros, principalmente com o testemunho da vida e o fulgor da sua fé, esperança e caridade (Conc. Vat. II, Lumen Gentium 31). O testemunho de vida cristã e as boas obras feitas em espírito sobrenatural são as duas maneiras pelas quais os leigos de nossa Fraternidade realizam a obra de evangelização e santificação do mundo (cf. NF 4).
Na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, deste ano, terá início, no Brasil, o Ano do Laicato que irá até a mesma Solenidade em 2018. De fato, Jesus Cristo é Senhor da história e conduz todas as coisas no mundo para o Reino definitivo. Na contemplação e vivência deste mistério insere-se de modo especial a vocação laical. Podemos assim dizer que a vocação laical é uma das mais expressivas manifestações daquela Igreja em saída tão falada e sonhada pelo Papa Francisco.
Aproveitando dessa oportuna graça para a Igreja do Brasil, declaramos que em toda a nossa Obra, vivamente presente em tantos outros países, também será o Ano do Laicato.
Sua vivencia será ainda maior e mais rica, porque ele será vivido dentro do Ano do Espírito, que marca o tempo que estamos vivendo como Obra, que é o de uma comunidade toda ela ministeriada.
No Evangelho proclamado nesse dia, (Mt 25,31- 46) Jesus afirma que o seu Reino não é deste mundo. O fato de o Reino de Cristo não ser do estilo dos governos terrenos não significa que esteja ausente e não se realize já neste mundo. Jesus mesmo nos ensina a rezar: “Venha a nós o vosso Reino”.  O Reino que almejamos não tem aparato burocrático nem a força das armas para impor a lei evangélica. Ele é dom de salvação e soberania amorosa sobre a vida das pessoas. Reino que tem como fundamento o amor, a verdade, a liberdade, a justiça e a paz pela via da caridade serviçal, sobretudo, aos pobres.
Jesus Cristo é reconhecido como Rei porque oferecendo-se na cruz, vítima pura e pacífica, realizou a redenção da humanidade. Submetendo ao seu poder toda a criatura, entregará à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: Reino da verdade e da vida, Reino da santidade e da graça, Reino da justiça, do amor e da paz (Prefácio da Festa de Cristo Rei).
Nessa perspectiva celebrar hoje a festa de Cristo Rei do Universo é reconhecer que Ele é o ponto de convergência da história, da atividade e da peregrinação terrena da humanidade. Ao Kyrios seja dado todo o louvor, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pelos séculos dos séculos. Amém! (Ap 7,12).
Neste último Domingo do Ano Litúrgico, louvemos e agradeçamos ao Senhor por todas as bênçãos recebidas ao longo do ano que passou.

Do modo como celebraremos a Solenidade de Cristo Rei.

Além de participarmos com toda disposição e fervor interior da Santa Missa em honra a Cristo Rei, somos convidados enquanto comunidade a nos reunirmos na véspera da festa (dia 25/11) para rezarmos o Terço do Senhorio de Jesus. Se por um acaso houver algum impedimento na data prevista (Resgata-me, encontros, retiros, etc.) peço que encontrem uma data mais apropriada para rezarem. O importante é que a comunidade possa estar unida em oração para proclamar que Jesus é o Rei de todo o Universo. Paternalmente, peço, que por favor, desejem estar em comunidade para esse momento.
Intenção do Terço
A graça da total submissão a vontade do Senhor manifestada através daquilo que nos pede e orienta o Santo Evangelho e o nosso Carisma, assim como a virtude da humildade para realizá-la com prazer e alegria.
Do modo de rezar o terço
Início: Creio, Pai Nosso e Ave Maria
Contas Maiores:
“Jesus Cristo é o Senhor” (todos respondem) “para glória de Deus Pai”.
Contas menores:
“Jesus” (todos respondem) “é o Senhor”.
Rezaremos mil vezes à jaculatória – Jesus é o Senhor. O que equivale a rezar 20 terços.
No final digamos com voz forte: Cristo vence! (todos) Vence! Cristo Reina! (Todos) Reina! Cristo Impera! (todos) Impera! Repetir três vezes. Em seguida digamos; Viva Cristo! (todos) Rei! Também três vezes.
*Coloquemos em um lugar de destaque na Capela o quadro de Jesus Rei do Universo (Ícone em anexo) com duas velas ou lamparinas (brancas). Na parte de baixo colocaremos uma almofada vermelha com a coroa e o cetro. Deverão permanecer aí durante toda a semana. Também os nossos leigos e membros da Juventude Caminho são convidados a fazerem o mesmo em suas casas.

Vosso fundador,
Pe. Gilson Sobreiro, pjc

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