Sentido das alegrias semeadas por Deus na vida
As alegrias que Deus nos oferece na vida não são um fim, mas um impulso para fazer de Jesus o centro da própria existência, segundo explicou Bento XVI neste domingo, durante a oração do Ângelus, na Praça de São Pedro.
“A Transfiguração nos recorda que as alegrias semeadas por Deus na vida não são pontos de chegada, mas sim luzes que Ele nos dá na peregrinação terrena, para que somente Jesus seja a nossa Lei e sua Palavra seja o critério que guie a nossa existência”, afirmou.
Comentando o evangelho deste domingo, o Papa se referiu às palavras que Pedro pronunciou no Monte Tabor: “Mestre, é bom estarmos aqui”.
E reconheceu que “a expressão de êxtase de Pedro (…) se parece frequentemente com o nosso desejo frente às consolações do Senhor”.
Também indicou que o sono que invade os discípulos que presenciam a Transfiguração “é a atitude daquele que, ainda sendo espectador dos prodígios divinos, não compreende”.
“Somente a luta contra o sopor que os assalta permite que Pedro, João e Tiago “vejam” a glória de Jesus”, esclareceu.
O Bispo de Roma falou da nuvem que cobriu Jesus Cristo e os discípulos nesse momento como de “uma nuvem que, enquanto os cobre, revela a glória de Deus”.
Para Bento XVI, o “evento extraordinário” que São Lucas relata nesta passagem “é um impulso ao seguimento de Jesus”.
Mas depois da Transfiguração, acrescentou o pontífice, “os discípulos já não estão frente a um rosto transfigurado, nem frente a uma vestimenta branca, nem frente a uma nuvem que revela a presença divina”.
“Diante dos seus olhos, ‘Jesus encontrou-se sozinho’ (…). ‘Jesus sozinho’ é tudo o que é dado aos discípulos e à Igreja de todos os tempos: isso deve bastar no caminho – continuou. Ele é a única voz a ser escutada, o único a ser seguido.”
Referindo-se aos exercícios espirituais que terminaram ontem, o Papa disse que foram “dias de recolhimento e de intensa oração”, no qual refletiram “sobre a vocação sacerdotal, em sintonia com o Ano que a Igreja está celebrando”.
Por outro lado, convidou “todos a meditarem de maneira assídua o Evangelho” neste período quaresmal, e desejou “que neste Ano Sacerdotal, os pastores estejam realmente repletos da Palavra de Deus, que a conheçam de verdade, que a amem até o ponto de que ela realmente dê sua vida e sua forma ao seu pensamento”.
Dirigindo-se aos jovens, ao cumprimentar os peregrinos em francês, convidou-os “durante esta Quaresma, a alimentar-vos das Sagradas Escrituras e a deixar ressoar em vós e em vossos corações a Palavra de Deus”.
“Vós não somente sois o futuro da Igreja, mas já estais no seu presente”, disse-lhes, acrescentando que Deus “quer ser vosso presente e vosso futuro”.
“Deixai-o transformar vossa vida e orientá-la – acrescentou. Aprendei a reconhecer seu rosto no rosto de todos os nossos irmãos e irmãs em humanidade.”
FONTE ZENIT
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