Amar-te, Senhor!
Publicado em 25 de janeiro de 2012Amar-te nas alegrias e nos sorrisos dos olhares,
Quando brilharem e dançarem,
E dançarem como estrelas para mim.
Mas também quando vierem os sofrimentos, a dor
E meus irmãos não tiverem mais sorrisos,
E me oferecerem lágrimas,
Vou recolhê-las para levá-las ao vosso coração.
Amar-te, Senhor!
Entre beijos de amor
E os de Judas traidor.
Amar-te, Senhor!
Quando me oferecerem flores
Ou açoites, escarros, prisões.
Amar-te, Senhor!
Quando acordar e ouvir os pássaros cantarem,
Ou quando gritarem contra mim falsas acusações.
Amar-te, Senhor!
Abraçado com os irmãos
Ou no abandono, na solidão, na traição.
Amar-te, Senhor!
Quando me derem as mãos,
Ou quando atarem as minhas,
E me conduzirem preso como ladrão.
Ah, amar-te!
Revestido com vestes de pobreza,
Ou quando até estas me tirarem
E me cobrirem de chagas.
Amar-te, Senhor!
Quando pedirem minhas mãos
Para beijá-las, mas também quando a pregarem na cruz.
Amar-te, Senhor!
Quando ouvir as batidas do vosso coração,
Deliciando-me amor ou quando a lança,
rasgar o meu peito e atravessar o coração.
Amar-te, Senhor!
E poder gritar com minha voz
O vosso amor com minha vida,
Ah… com meu sangue…
Sim, oh meu Senhor!
Estou doente de amor…
Amar-te, amar-te
E fazei com que todos também vos amem…
Colóquios de Uma Alma Interior
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