O Nome
A criança que já estava sendo gerada no Ventre da Mãe Igreja, precisava agora de um nome. Rogava-se constantemente a Deus, pedindo que fosse Ele a dar o nome àquilo que Ele estava criando. Em um momento de profunda oração e intimidade com o Altíssimo, veio o texto bíblico: “Saulo, respirando ainda ameaças de morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. Foi pedir-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de poder trazer para Jerusalém, presos, os que lá encontrassem pertencendo ao Caminho, quer homens, quer mulheres”. (Atos 9, 1-2).
Era isso! O que todos queriam ser! Homens e mulheres do Caminho, como eram conhecidos os primeiros seguidores do Mestre. Foi somente em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez, receberam o nome de cristãos (cf. Atos 11,26). Daí emergiu com toda vitalidade, com toda a potência, uma espiritualidade da itinerância, dos peregrinos rumo à Pátria definitiva, dos “andarilhos do Reino”.
Verificou-se que os jovens usuários envolvidos no tráfico acabavam sendo presos ou tornando-se indigentes. Isso fez com que o trabalho missionário se estendesse também as ruas e as cadeias.
Pouco tempo depois, a Fraternidade recebe a doação de uma grande área e dá inicio a construção de um Centro de Solidariedade, que hoje é a Fratérnitas Madre Teresa de Calcutá, onde atualmente acolhe idosos e doentes, muitos em fase terminal.
A Fraternidade foi se expandindo. Adquirimos uma chácara na região para o trabalho terapêutico dos jovens acolhidos; abrimos outra casa para acolher dependentes químicos em Belém do Pará e depois em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.
Em 2004, através da Pastoral Carcerária, Padre Gilson conheceu Dom Pedro Luiz Stringhinni que lhe propôs assumir uma área pastoral no Jardim da Conquista, que mais tarde veio a tornar-se Paróquia.
Hoje contamos com 42 casas sendo que duas delas se encontram no Paraguai, uma na Bolívia e uma nos Estados Unidos. Também em um projeto da CNBB, duas irmãs foram enviadas para Lixinga, Moçambique.
Atualmente, em toda a nossa Obra são atendidos semanalmente 4950 pobres em situação de rua e egressos, que nos procuram para fazer higiene pessoal, tomar café, almoçar, fazer triagem, atingindo uma média de 19.800 por mês.













