Aquilo que a princípio era apenas uma intuição agora tinha nome e endereço: Vila Natal. O nome é bastante significativo! De fato, aquela pequena vila de aproximadamente 38.000 habitantes, tornou-se o Natal – nascimento – de uma frágil criancinha.

Com a cara e a coragem alugamos uma casa, sem ter sequer uma pequena moeda no bolso. A Providência de Deus era, continua sendo e eternamente será nossa única fonte de renda. Não era uma casa para acolher jovens que aspiravam à vida consagrada. Era uma casa de acolhida para jovens que, por causa do terrível flagelo das drogas haviam perdido tudo. Em torno desse desejo e dessa divina inspiração é que jovens foram vindo para estar conosco e assim muitos resolveram deixar tudo para viverem unicamente de Deus.

Nossas casas continuam zelando por essa intuição! Nossa primeira preocupação é o lugar onde os pobres possam ser acolhidos com verdadeira e piedosa dignidade. É em torno deles é que a comunidade se constrói!

A casa acabou por se tornar pequena para o número de filhos prediletos acolhidos que a procuravam, assim como de jovens que movidos por vivos sentimentos de Compaixão e de Misericórdia, queriam viver essa santa aventura missionária.

Fraternitas Madre Teresa de Calcutá – Vila Natal

Deus, que tudo provê, não tardou em nos providenciar um enorme terreno que estava abandonado na própria vila e lá, sem recurso algum, começamos a cavar os primeiros alicerces daquele que se tornaria mais tarde nosso Centro de Solidariedade Madre Teresa de Calcutá. Não tardou e outras casas vieram: Bom Samaritano, São Rufino, São Miguel, Nazaré…

São tantas as lembranças (a riqueza dos detalhes é que compõem a pintura), a maioria boas, é claro que momentos difíceis não faltaram e não faltam. Como dizia Santa Tereza d’Ávila, satanás não quer as comunidades de amor e procura destruí-las logo no começo quando ainda são mais frágeis.

Mas até aqui tem nos ajudado o Senhor e seu amparo tem se manifestado em tantas pessoas que Ele nos tem enviado, sobretudo os amigos(as) que vimos fazendo ao longo desses anos: colaboradores, voluntários, benfeitores, sacerdotes, religiosos, bispos, comunidades irmãs…