A Moeda Perdida – Lc 15,8-10 A Moeda Perdida – Lc 15,8-10
A Moeda Perdida Lc 15,8-10   8Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre... A Moeda Perdida – Lc 15,8-10

A Moeda Perdida

Lc 15,8-10

 

8Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la? 9E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. 10Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa”.

 

V – 8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la?”.

 

Um dracma (moeda grega) equivaleria a um denário. Como vimos na parábola dos operários da vinha (Mt 20,1-15), um denário era o que se recebia durante todo um dia de trabalho. Geralmente era pago aos homens; as mulheres, as poucas que podiam trabalhar ou conseguiam trabalho, com certeza ganhariam menos. As dez moedas que aquela mulher possuía era fruto suado e pesaroso de muito tempo de serviço e pela diligência com que sai à procura da moeda que se perdera, com certeza era tudo o que tinha. Sabia do valor que representava cada moeda e das duras penas que tivera que passar para ganhá-las.

Imaginemos a angústia que sentiu quando, ao conferir a economia de toda a sua vida, se deu conta que faltava uma moeda. A primeira atitude foi de se jogar ao chão e apalpar com as mãos o piso de barro, para procurar seu dracma perdido. Entre o pó e a pouca luz ela continuava sua busca. Nada conseguindo, acende uma candeia a fim de enxergar melhor, pois, a luz que entrava pela porta não era suficiente.

Esse detalhe atesta para o fato de que as casas dos pobres na Palestina geralmente não tinham janelas. De posse da vassoura, ela varre cuidadosamente centímetro por centímetro de sua casa até encontrá-la.

 

V – 9 E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: “Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido”.

 

A alegria daquela mulher é tão grande que ela, não podendo contê-la só para si, reúne aas amigas para compartilhá-la. Não esqueçamos que essa parábola foi contada para os fariseus, a fim de demonstrar para eles, o quanto os pecadores e publicanos eram queridos por Deus. Aquela moeda, mesmo perdida em meio ao pó, continuava sendo valiosa assim como o pecador que apesar da sujeira na qual se encontra é precioso aos olhos de Deus.

O valor da moeda se dava pelo fato de trazer impressa a imagem do Imperador, assim também é o homem, que mesmo com todos os pecados que carrega, jamais conseguirá eliminar o selo que traz de sua pertença a Deus.

Somos de Deus, pertencemos a Ele, quer queiramos ou não, quer pequemos ou não. Nada, absolutamente nada poderá mudar isso.

 

V – 10 “Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa”.

 

A alegria por uma vida perdida que fora encontrada alegra tanto a terra como o céu. Uma vida, um só pecador é suficiente para fazer com que o céu, que já é uma eterna alegria, rejubile-se ainda mais. Que poder tem uma conversão! Ela é capaz de unir num único brado céus e terras, anjos e homens, santos e fiéis… O que você está esperando?

 

Extraído do Livro Parábolas Versículo Por Versículo, Pe. Gilson Sobreiro, pjc

  • JULIANO CESAR DE OLIVEIRA REIS

    17/12/2017 #1 Author

    Padre Gilson.sobreiro, excelentes explicações. Comente versículo por versículo os quatro evangelhos.

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